Domingo, 16 de Maio de 2010

Miwo difuna dilogue na weio


Miwo difuna dilogue na weio- eu quero falar com voces em chuabo. :)

Bem... as últimas semanas foram assim um bocado surreais, sem luz, sem água, sem telecomunicações e com algumas chuvas tropicais mas estamos de volta!!
O trabalho nos bairros está a andar em força. É espectacular ver algumas das construções que a ATACA já fez nas casas e a diferença que isso tem feito na vida das pessoas. Como esta (latrina - que agora quase todas as casas têm graças ao apoio ATACA):



ver os resultados práticos da ajuda que damos é assim qualquer coisa de brutal mesmo :)
Quanto aos nossos miúdos continuam óptimos. As explicações com os nossos internos estão a andar em força, o 1º trimestre acabou e agora começa o 2º. Os nossos externos andam uns km's todos os sábados só para vir à explicação mas vêm sempre. É incrível o esforço!
Saudades aí para Portugal e um obrigada muito especial a toda a equipa da ATACA em Portugal, o vosso apoio foi crucial para nós.
Tamos Juntos!
Marta

A meio do caminho



Como descrever a sensação de não ter telemóvel nem internet.Ao mesmo tempo em que a partir das 17 horas também não há àgua nem luz?
Como explicar a dificuldade que é para o ser humano, habituado a todos estes caprichos como dado adquirido.....nós sobrevivemos, e a nossa família e amigos também.
Foram duas semanas difíceis, principalmente para quem ai longe não sabia nada de nós.E para nós, que não tinhamos maneira de dizer, estamos bem, estamos vivas...foi só um cabo qualquer.
Mas a verdade é que estamos bem.E melhor ou pior sobrevivemos.E aprendemos de novo a dar valor a pequenos nadas adquiridos por nós como naturais do quotidiano. Faz parte do vountariado e daquilo a que nos propusémos a vir fazer.É algo menor quando comparado a tantas outras adversidades e dificuldades do nosso dia-a-dia.
O verdadeiro desespero era o trabalho...que não podiamos enviar para Portugal, que se ia acumulando.Mas nós, só podiamos fazer uma coisa, visto que mandar um telegrama não era viável-continuar a trabalhar.
Fazendo um ponto de situação nesta fase e com menos uma, temos as cartas e os desenhos já quase todos feitos.Estamos a recolher as notas escolares, enquanto ao mesmo tempo fazemos as visitas a todas as casas, uma por uma das mãmãs.


É é para mim das melhores partes do nosso trabalho.Ver a evolução das casas, da sua construção, os melhoramentos que, graças aos padrinhos, contribuem para habitações um pouco m
ais dignas.E é fundamental este trabalho que aqui tem sido feito.

Claro que, tendo noção que este projecto é arrojado e que implica um enorme esforço de trabalho e laços de cumplicidade muito grandes, nem todos terão sucesso.Mas os que têm compensam aqueles que não têm, porque a diferença que fazemos é extraordinária.


A vida em casa continua normal, e os nossos meninos continuam a dar-nos muito que fazer e a reclamar de toda a nossa atenção e desempenho.

Queria também, e porque ainda não o fiz, deixar aqui as minhas palavras de honra, respeito e agradecimento à Patrícia Ferreira, a nossa voluntária recém-chegada em Portugal.
Como tive o prazer de lhe dizer pessoalmente foi uma honra tê-la a trabalhar cá, o seu trabalho foi exemplar e tenho a certeza deixará os seus frutos.
Foi uma grande amiga e uma grande companheira, e como tal, agradeço-lhe por tudo o que aqui conquistou.Muito Obrigada Patrícia, assim é fácila ATACAr a pobreza.

A todos vós ai, muito obrigada por todo o trabalho e apoio que nos têm dado.Foi pelo trabalho que aqui viemos.

Continuamos Juntos

Rita